Você lembra qual era sua brincadeira predileta na
infância? Amarelinha, cinco Marias, bolinha de gude, cantigas de roda, empinar
pipa, roda pião, dentre outras e, assim, tudo virava diversão quando tínhamos
tempo e espaço. Além de estimular o desenvolvimento da linguagem, os brinquedos
proporcionam a autoconfiança, autonomia e criatividade. O brincar é uma
atividade fundamental para a criança explorar e relacionar-se com o mundo.

De uns tempos para cá, temos
presenciado uma revolução na rotina dos “pequenos adultos”. Preocupados em
criar mini-heróis, os pais não hesitam em elaborar uma agenda cheia de
compromissos acelerando e, certamente, pulando etapas importantes para a
construção cognitiva de seus filhos. Para contribuir com essa corrida maluca, a
tecnologia trouxe brinquedos prontos, pouca criatividade e mínima imaginação.
Ainda que toda a miscelânea de eletrônicos contribua para a evolução do ser
humano, é necessário compreender que eles são complementares e não substitutos
do brincar.